quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nada pra fazer nas férias...
Quando estou no ano letivo, quero férias.
Quando estou de férias, quero ano letivo.

O destino

O destino não existe. Ele não passa de uma invenção humana.
Quando algo importante acontece, passamos a observar minuciosamente os detalhes anteriores ao fato.
Se cada mínimo detalhe influencia no todo, dizemos que foi "obra do destino", que "era para acontecer".
Destino nada mais é do que uma combinação de acontecimentos ou coincidências que nos levam a algo maior.
Podemos nos confortar pensando que aquilo tinha de ocorrer, se for ruim, mas é só uma defesa humana contra o fato e o futuro.

Tragédia e comédia

Um pobre homem, amargurado, desenha suas linhas: são poesias, em versos irregulares, com abraços e saudades de uma vida inteira. São um gráfico torto, que oscila entre o topo e o chão. São silêncios, portadores de um grande desespero, que carregam-lhe toda a comédia do amanhã. Sobram-lhe a migalhas da tragédia...
Ouvem-se palavras ansiosas.Elas tremem, choram, se acumulam. O depósito de desgraças se entope. O pobre homem continua calado, somente ouvindo, engolindo, matando (sem sucesso). O que ele é hoje está indefinido. O que ele foi é o que o salva, o recordar de sua (outra) vida, que já foi cheia de comédia e alegria.
Quando seu espírito está apodrecendo, alguém vem ajudá-lo. Graças à sua miserável disposição (embora haja muito cansaço), ele consegue aguentar a infinita espera pela sua salvação. Lá vem a noite, que irá trazer-lhe uma nova comédia. Que a sua canção seja ouvida, sua loucura será amenizada, pois o que o manteve vivo foi o seu próprio desespero.